quinta-feira, 28 de abril de 2016

A CRISE POLITICA E AS RELAÇÕES SOCIAIS

Luiz Ernesto Barreto
 
De tudo que me tem surpreendido na crise política em que vivemos no Brasil, o agravamento das boas relações que devem ser mantidas entre as pessoas, independentemente de posições políticas que defendam, é o mais preocupante.

As redes sociais são usadas de forma violenta para atacar pessoas e grupos sociais, numa exposição das vidas pessoais nunca antes visto.

Isso, se for em locais públicos, melhor ainda, e se registradas em fotos e vídeos ai é a gloria, publicidade certa.


Das agressões verbais, passaram-se às agressões físicas. Ninguém escapa.

As relações familiares e de amizades se deterioram à passos largos, esquecendo-se que o problema é de todos e, que precisa ser resolvido de forma racional e responsável.

As pessoas estão brigando, desfazendo laços de amizade, profissionais ou até familiares por causa de opiniões políticas divergentes.

Com a crise política, a credibilidade e a confiança da comunidade internacional na estabilidade econômica e que até então tínhamos está a cada dia mais abalada. Com isto, a crise econômica se agrava com a elevada inflação, perca de emprego, e, por conseguinte, as desigualdades sociais aumentam.

O mais grave: os políticos e agentes públicos que, a princípio seriam os responsáveis por buscar os caminhos para a solução pacífica do impasse, têm se mostrado incapazes e, de forma irresponsável, acabam por colocar mais lenha na fogueira, acirrando o clima de rivalidade entre partes opostas, política e ideologicamente.

Vamos com calma: ainda não é o apocalipse, o fim do mundo. É apenas um momento ruím pelo qual o nosso país está atravessando.

É preciso evitar discussões que podem começar nas redes sociais e irem para o campo pessoal.

“O respeito deve imperar, principalmente, entre parentes e amigos. É preciso haver equilíbrio e, muito cuidado, com o que for escrever nas redes sociais”.
Cobremos dos políticos e agentes públicos, protestemos contra a corrupção, mas que preservemos nossas relações sociais e familiares.

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