De tudo que me tem surpreendido na crise política em que
vivemos no Brasil, o agravamento das boas relações que devem ser mantidas entre
as pessoas, independentemente de posições políticas que defendam, é o mais
preocupante.
As redes sociais são usadas de forma violenta para atacar
pessoas e grupos sociais, numa exposição das vidas pessoais nunca antes visto.
Isso, se for em locais públicos, melhor ainda, e se
registradas em fotos e vídeos ai é a gloria, publicidade certa.
Das agressões verbais, passaram-se às agressões físicas.
Ninguém escapa.
As relações familiares e de amizades se deterioram à passos
largos, esquecendo-se que o problema é de todos e, que precisa ser resolvido de
forma racional e responsável.
As pessoas estão brigando, desfazendo
laços de amizade, profissionais ou até familiares por causa de opiniões
políticas divergentes.
Com a crise política, a credibilidade e a confiança da comunidade
internacional na estabilidade econômica e que até então tínhamos está a cada
dia mais abalada. Com isto, a crise econômica se agrava com a elevada inflação,
perca de emprego, e, por conseguinte, as desigualdades sociais aumentam.
O mais
grave: os políticos e agentes públicos que, a princípio seriam os responsáveis
por buscar os caminhos para a solução pacífica do impasse, têm se mostrado
incapazes e, de forma irresponsável, acabam por colocar mais lenha na fogueira,
acirrando o clima de rivalidade entre partes opostas, política e
ideologicamente.
Vamos com
calma: ainda não é o apocalipse, o fim do mundo. É apenas um momento ruím pelo
qual o nosso país está atravessando.
É preciso evitar discussões
que podem começar nas redes sociais e irem para o campo pessoal.
“O respeito deve imperar, principalmente, entre parentes e
amigos. É preciso haver equilíbrio e, muito cuidado, com o que for escrever nas
redes sociais”.
Cobremos dos políticos e agentes
públicos, protestemos contra a corrupção, mas que preservemos nossas relações
sociais e familiares.
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