sábado, 2 de fevereiro de 2013

Zelar pelo que já temos. Eis a questão!

Por Luiz Ernesto Barreto

Nada mais eficiente para que possamos acompanhar as ações de nossos gestores do que a leitura diária de jornais, sites e os noticiários de nossas TVs.

Tenho observado com bastante assiduidade e cuidado as noticias sobre a construção de novas instalações físicas (próprios municipais e estaduais) para os mais diversos fins.

Ao mesmo tempo acompanho as noticias sobre o abandono e o descaso em que se encontram os próprios municipais e estaduais já existentes, alguns deles inclusive que passaram por profundas reformas recentemente.


 Segundo se pode observar nesses noticiários, a demanda e reivindicações dos mais diversos segmentos pela construção de novos espaços físicos, é muito grande.

Porém, é de fácil constatação que os poucos espaços em condições de uso, encontram-se completamente ociosos por falta de uma programação que deveria ser elaborada e executada pelas secretarias responsáveis por esses espaços, (museus, bibliotecas, galerias de artes, centro de convivência, ginásios de esportes, pontos culturais, auditórios, teatros, memoriais, escolas, centro comunitários, mini-estádios, etc..).

Outra dezena desses espaços encontra-se em situação de total abandono pelo poder público o que impedem a sua utilização pela população.

Os nossos vereadores quase que diariamente realizam pronunciamentos na Câmara e em público reivindicando a edificação de novos espaços, sem ao menos se preocuparem em realizar levantamento junto ao bairro e/ou comunidade a ser beneficiada com aquela indicação, da existência ou não de espaços públicos no local que estejam em total abandono ou sem a utilização devida.

O prefeito deveria determinar aos secretários que novas construções de próprios municipais somente seriam realizadas após a devida comprovação da reforma e da plena utilização dos espaços públicos já existentes.

Ele se surpreenderia se soubesse o valor que se gasta anualmente com a reforma desses espaços públicos unicamente pela inexistência de segurança que pudesse evitar a depredação desses patrimônios públicos.

O custo da criação de uma Guarda municipal de próprios municipais seria de longe coberto pela economia que se teria com a redução na manutenção do patrimônio público.

Com certeza, antes de se pensar em novos espaços, que tal sermos simplesmente eficientes na conservação e na utilização plena dos que já temos?

Pensemos nisto.

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