Nada mais eficiente para que possamos acompanhar as ações de
nossos gestores do que a leitura diária de jornais, sites e os noticiários de
nossas TVs.
Tenho observado com bastante assiduidade e cuidado as
noticias sobre a construção de novas instalações físicas (próprios municipais e
estaduais) para os mais diversos fins.
Ao mesmo tempo acompanho as noticias sobre o abandono e o
descaso em que se encontram os próprios municipais e estaduais já existentes,
alguns deles inclusive que passaram por profundas reformas recentemente.
Segundo se pode
observar nesses noticiários, a demanda e reivindicações dos mais diversos
segmentos pela construção de novos espaços físicos, é muito grande.
Porém, é de fácil constatação que os poucos espaços em condições
de uso, encontram-se completamente ociosos por falta de uma programação que
deveria ser elaborada e executada pelas secretarias responsáveis por esses
espaços, (museus, bibliotecas, galerias de artes, centro de convivência,
ginásios de esportes, pontos culturais, auditórios, teatros, memoriais, escolas,
centro comunitários, mini-estádios, etc..).
Outra dezena desses espaços encontra-se em situação de total
abandono pelo poder público o que impedem a sua utilização pela população.
Os nossos vereadores quase que diariamente realizam pronunciamentos
na Câmara e em público reivindicando a edificação de novos espaços, sem ao
menos se preocuparem em realizar levantamento junto ao bairro e/ou comunidade a
ser beneficiada com aquela indicação, da existência ou não de espaços públicos no
local que estejam em total abandono ou sem a utilização devida.
O prefeito deveria determinar aos secretários que novas
construções de próprios municipais somente seriam realizadas após a devida
comprovação da reforma e da plena utilização dos espaços públicos já existentes.
Ele se surpreenderia se soubesse o valor que se gasta
anualmente com a reforma desses espaços públicos unicamente pela inexistência de
segurança que pudesse evitar a depredação desses patrimônios públicos.
O custo da criação de uma Guarda municipal de próprios
municipais seria de longe coberto pela economia que se teria com a redução na
manutenção do patrimônio público.
Com certeza, antes de se pensar em novos espaços, que tal
sermos simplesmente eficientes na conservação e na utilização plena dos que já
temos?
Pensemos nisto.
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