Arthur Virgílio Neto (PSDB) foi um dos mais combativos líderes de oposição ao petismo no Senado durante a era Lula. Hoje, prefeito de Manaus, curva-se ao poder do presidencialismo brasileiro e à implacável força do governo federal.
“Quero governar a cidade. Não seria inteligente, da minha parte, fazer da prefeitura uma trincheira da oposição”, declarou ontem durante o Encontro Nacional de Prefeitos com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília.
O ex-senador é a prova cabal do jugo da União sobre os municípios. O destemido manauara que denunciou a corrupção e enfrentou como poucos os desmandos do governo Lula está prostrado, como de resto estão todos os prefeitos brasileiros.
O guerreiro da floresta esmoreceu, envergou por amor a sua cidade. A esperança de uma voz rebelde a clamar por um pacto federativo justo esvaiu-se na declaração conformada de quem teme prejudicar seu povo. O bravo Arthur do Amazonas está de pires na mão.
Triste sina desses homens honrados, que perdem a liberdade ao assumirem a responsabilidade de prefeitos.
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