terça-feira, 20 de novembro de 2012

Assuntos da política Por Alfredo Menezes

Para qual partido Blairo iria? Avento a hipótese de que caminho é o PSB

Dois assuntos dominam as conversas políticas na capital: a eleição da nova direção da Câmara de Vereadores e a saída de Blairo Maggi do PR.

Maggi fez consulta ao TSE se poderia sair do partido sem perder o mandato. Alega que não foi nem informado de um encontro em Manaus para escolher os dirigentes do partido.

Acredita-se que, frente à insatisfação do senador, o PR nacional poderia deixar o Blairo sair sem cobrar seu mandato.

O PT fez isso antes com a Marina Silva. O Blairo está se cercando de medidas para não dar motivo ao PR de pedir seu mandato.

Os suplentes dele, Cidinho e Palma, sairiam também do PR. Não ficaria ninguém para o partido pedir o mandato dele. Uma situação que pode levar o PR a liberá-lo.

Na conversa que o Blairo tem programada com a presidente, ele aceitaria um ministério pelo PR? Se fizer, se machuca perante a opinião pública.

A rua vai dizer que a conversa de sair do partido era só jogo de cena para conseguir o ministério.

Para qual partido o Blairo iria? As apostas apontam PSB ou PMDB. Avento a hipótese de que o caminho dele é o PSB.

Se for para o PMDB não seria o líder sozinho da sigla no estado. Iria encontrar ali o Carlos Bezerra. Dono inconteste do partido e que não é de não abrir mão daquilo que acredita que construiu.

Tem ainda um governador. Alguém na cadeira de governador é forte em qualquer sigla. E, além disso, o Silval e principalmente o Bezerra tem muito mais ligações com o PMDB nacional do que um
chegante como o Blairo.

No PSB a coisa seria mais fácil para ter liderança aqui e ligação com a nacional do partido. O PSB é um partido em ascensão, com condições de ter um candidato viável à presidência em 2014.

Mesmo se perder cria-se um partido forte nacionalmente. E o Blairo teria ajudado a montar essa equação. No PMDB não teria nada disso.

Três disputam a presidência da Câmara em Cuiabá: João Emanuel pelos novos eleitos, mais Júlio Pinheiro e Advair Cabral.

A disputa vai acirrar Mauro Mendes e Pedro Taques não vão querer que o Emanuel seja o presidente. É que o jovem vereador é genro do Riva e talvez achem que se teria uma mão invisível em torno do
novo prefeito. Além da conhecida disputa pessoal e eleitoral entre Taques e Riva.

Vão jogar as fichas no Pinheiro e se não der certo optam pelo Advair. Esse assunto vai mostrar também como deve atuar o Mauro na escolha do seu secretariado.

Para ter a direção da mesa, faria acordos políticos com vereadores e distribuía cargos na administração? Se fizer, contraria um dos itens de sua campanha logo no início. Se não fizer, poderia ter rebeldias entre os vereadores eleitos?

E, mesmo se ganhar, deixaria sequelas entre os descontentes?

Um assunto a ser observado logo depois do feriadão.

ALFREDO DA MOTA MENEZES é professor universitário e articulista político em Cuiabá.
pox@terra.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua participação;
Em breve seu comentário será publicado

Quem sou eu

Personnalite Arquitetura