Para qual partido Blairo iria? Avento a hipótese de que caminho é o PSB
Dois assuntos dominam as conversas políticas na capital: a eleição da nova
direção da Câmara de Vereadores e a saída de Blairo Maggi do PR.
Maggi
fez consulta ao TSE se poderia sair do partido sem perder o mandato. Alega que
não foi nem informado de um encontro em Manaus para escolher os dirigentes do
partido.
Acredita-se que, frente à insatisfação do senador, o PR nacional
poderia deixar o Blairo sair sem cobrar seu mandato.
O PT fez isso antes
com a Marina Silva. O Blairo está se cercando de medidas para não dar motivo ao
PR de pedir seu mandato.
Os suplentes dele, Cidinho e Palma, sairiam
também do PR. Não ficaria ninguém para o partido pedir o mandato dele. Uma
situação que pode levar o PR a liberá-lo.
Na conversa que o Blairo tem
programada com a presidente, ele aceitaria um ministério pelo PR? Se fizer, se
machuca perante a opinião pública.
A rua vai dizer que a conversa de
sair do partido era só jogo de cena para conseguir o ministério.
Para
qual partido o Blairo iria? As apostas apontam PSB ou PMDB. Avento a hipótese de
que o caminho dele é o PSB.
Se for para o PMDB não seria o líder sozinho
da sigla no estado. Iria encontrar ali o Carlos Bezerra. Dono inconteste do
partido e que não é de não abrir mão daquilo que acredita que
construiu.
Tem ainda um governador. Alguém na cadeira de governador é
forte em qualquer sigla. E, além disso, o Silval e principalmente o Bezerra tem
muito mais ligações com o PMDB nacional do que um
chegante como o Blairo.
No PSB a coisa seria mais fácil para ter liderança aqui e ligação com a
nacional do partido. O PSB é um partido em ascensão, com condições de ter um
candidato viável à presidência em 2014.
Mesmo se perder cria-se um
partido forte nacionalmente. E o Blairo teria ajudado a montar essa equação. No
PMDB não teria nada disso.
Três disputam a presidência da Câmara em
Cuiabá: João Emanuel pelos novos eleitos, mais Júlio Pinheiro e Advair Cabral.
A disputa vai acirrar Mauro Mendes e Pedro Taques não vão querer que o
Emanuel seja o presidente. É que o jovem vereador é genro do Riva e talvez achem
que se teria uma mão invisível em torno do
novo prefeito. Além da conhecida
disputa pessoal e eleitoral entre Taques e Riva.
Vão jogar as fichas no
Pinheiro e se não der certo optam pelo Advair. Esse assunto vai mostrar também
como deve atuar o Mauro na escolha do seu secretariado.
Para ter a
direção da mesa, faria acordos políticos com vereadores e distribuía cargos na
administração? Se fizer, contraria um dos itens de sua campanha logo no início.
Se não fizer, poderia ter rebeldias entre os vereadores eleitos?
E,
mesmo se ganhar, deixaria sequelas entre os descontentes?
Um assunto a
ser observado logo depois do feriadão.
ALFREDO DA MOTA MENEZES é professor
universitário e articulista político em Cuiabá.
pox@terra.com.br

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