quarta-feira, 26 de setembro de 2012

AINDA AS OBRAS DA COPA EM CUIABÁ


Sou obrigado a voltar ao assunto. Nada mudou após a última abordagem do assunto que fizemos. Pelo contrário, a situação agravou-se.

O evento da chamada “Copa do Pantanal” mobilizou a todos os mato-grossenses e os cuiabanos em especial, pois a nossa capital foi escolhida pela FIFA para ser uma das sub sedes dos jogos.

O otimismo e a empolgação tomou conta de toda a nossa sociedade, e não poderia ser diferente.

O tal caderno de encargos apresentado pela FIFA em relação às duras exigências que deveriam ser cumpridas em termos de obras de mobilidade não arrefeceu os ânimos dos gestores e da população.

Diante da empolgação e entusiasmo, era inadmissível qualquer ressalva quanto a nossa capacidade de cumprimento das tais exigências. Qualquer cidadão que mostrasse um mínimo de dúvida quanto às obras da copa era taxado de pessimista e anti-cuiabano.

Dada a largada com a tal Agecopa e os gestores encarregados de toca-la, apareceram os primeiros problemas, pois a maioria ali colocada era de políticos e as vaidades pessoais prevaleceram sobre os interesses maiores que era o de dar andamento aos projetos e colocar as obras para serem executadas.

O governador Silval Barbosa demitiu diretores e transformou a Agecopa na Secopa - Secretaria extraordinária da Copa. De pouco valeu.

Tudo feito a toque de caixa, sem projetos prontos, começa a discussão do tal BRT e do VLT e a briga pessoal e de interesses de grupos políticos e econômicos dentro da Secopa acirrou os ânimos e como era de se esperar começam as denúncias de corrupção nas licitações e o Judiciário é acionado para colocar as coisas em pratos limpos e tudo é paralisado. Tem inicio um dilema que até a presente data não cessou. E a população continua na esperança de verem as coisas caminharem.

Nas demais obras de mobilidade urbana o quadro em sua maioria não é diferente.

Em algumas obras como, por exemplo, da trincheira do Santa Rosa o que se vê é dois ou três operários em plena 9hs da manhã em quase todos os dias.

A duplicação da ponte e da rodovia Mario Andreazza não é diferente. Tudo parado há mais de três meses. Nem sinal de operários.

Uma intervenção nas proximidades do Clube do Circulo Militar e o Supermercado Modelo encontra-se no mesmo estágio também a pelo menos três meses, sem nenhuma justificativa da tal Secopa.

Pequenas obras de prolongamento de vias e asfaltamento de outras que serviriam para desafogar o já caótico transito e que tinham previsão de entrega para este mês de setembro agora não há nem previsão.

As noticias de bastidores dão conta que a maioria das obras está com os pagamentos em atraso e por isso as empreiteiras, diminuíram o ritmo ou paralisaram as mesmas.

Vou correr o risco de ser taxado de anti-cuiabano mas começo a pensar que corremos sérios riscos de vermos nossa capital transformada no maior canteiro de obras inacabadas do País.

Como diria meu velho pai: Juízo tchás crianças

Ai você pergunta: Mas e a Copa?

Ah a Copa? Sei não. Mas Campo Grande diria “Chupa essa manga!” 

Bonito que vai ficar né?    

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