Sou obrigado a voltar ao
assunto. Nada mudou após a última abordagem do assunto que fizemos. Pelo
contrário, a situação agravou-se.
O evento da chamada “Copa do Pantanal” mobilizou a todos os
mato-grossenses e os cuiabanos em especial, pois a nossa capital foi escolhida
pela FIFA para ser uma das sub sedes dos jogos.
O otimismo e a empolgação
tomou conta de toda a nossa sociedade, e não poderia ser diferente.
O tal caderno de encargos
apresentado pela FIFA em relação às duras exigências que deveriam ser cumpridas
em termos de obras de mobilidade não arrefeceu os ânimos dos gestores e da
população.
Diante da empolgação e
entusiasmo, era inadmissível qualquer ressalva quanto a nossa capacidade de
cumprimento das tais exigências. Qualquer cidadão que mostrasse um mínimo de
dúvida quanto às obras da copa era taxado de pessimista e anti-cuiabano.
Dada a largada com a tal Agecopa e os gestores encarregados de
toca-la, apareceram os primeiros problemas, pois a maioria ali colocada era de
políticos e as vaidades pessoais prevaleceram sobre os interesses maiores que
era o de dar andamento aos projetos e colocar as obras para serem executadas.
O governador Silval Barbosa demitiu diretores e
transformou a Agecopa na Secopa - Secretaria
extraordinária da Copa. De pouco valeu.
Tudo feito a toque de
caixa, sem projetos prontos, começa a discussão do tal BRT e do VLT e a briga
pessoal e de interesses de grupos políticos e econômicos dentro da Secopa
acirrou os ânimos e como era de se esperar começam as denúncias de corrupção
nas licitações e o Judiciário é acionado para colocar as coisas em pratos
limpos e tudo é paralisado. Tem inicio um dilema que até a presente data não
cessou. E a população continua na esperança de verem as coisas caminharem.
Nas demais obras de
mobilidade urbana o quadro em sua maioria não é diferente.
Em algumas obras como, por
exemplo, da trincheira do Santa Rosa o que se vê é dois ou três operários em
plena 9hs da manhã em quase todos os dias.
A duplicação da ponte e da
rodovia Mario Andreazza não é diferente.
Tudo parado há mais de três meses. Nem sinal de operários.
Uma intervenção nas
proximidades do Clube do Circulo Militar e o Supermercado Modelo encontra-se no
mesmo estágio também a pelo menos três meses, sem nenhuma justificativa da tal
Secopa.
Pequenas obras de
prolongamento de vias e asfaltamento de outras que serviriam para desafogar o
já caótico transito e que tinham previsão de entrega para este mês de setembro
agora não há nem previsão.
As noticias de bastidores
dão conta que a maioria das obras está com os pagamentos em atraso e por isso
as empreiteiras, diminuíram o ritmo ou paralisaram as mesmas.
Vou correr o risco de ser
taxado de anti-cuiabano mas começo a pensar que corremos sérios riscos de
vermos nossa capital transformada no maior canteiro de obras inacabadas do
País.
Como diria meu velho pai:
Juízo tchás crianças
Ai você pergunta: Mas e a
Copa?
Ah a Copa? Sei não. Mas
Campo Grande diria “Chupa essa manga!”
Bonito que vai ficar
né?

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