Tenho observado que quando alguém por exemplo, se manifesta pessimista quanto a conclusão e cumprimento de obras e providencias exigidas no caderno de encargos da Fifa em relação a chamada Copa Pantanal em Cuiabá, passa a ser considerada contra a sua realização.
Sou um deles e tenho me manifestado pessimista quanto a essas realizações.
Não é questão de ser contra ou a favor.
É análise de fatos. Do andamento dessas providencias.
Os responsáveis em Mato Grosso por conduzirem esse processo não tem correspondido às expectativas para que eu possa estar otimista com a situação.
São licitações no mínimo tecnicamente mal elaboradas, atrasos gigantescos nas apresentações dos projetos técnicos de engenharia das diversas intervenções urbanísticas e de transportes a serem feitas.
São ações impensadas que tem levado a gastos irresponsáveis do dinheiro público como o caso da aquisição de veículos Land Rover destinados a fiscalização das nossas fronteiras, que foram vetados pelo Tribunal de Contas e pela Justiça e cujo depósito de garantia feito pelo Estado não foi devolvido pela empresa ganhadora da concorrência.
O caso mais aberrante envolve o tal modal de transporte coletivo a ser implantado. Depois de aprovado todo o projeto técnico e de financiamento para adoção do chamado BRT (Buss Rapid Transit) o mesmo foi sem maiores justificativas técnicas e/ou financeiras trocado pelo chamado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) bem mais oneroso e que até hoje não teve seus projetos de viabilidade técnica e financeira demonstrados adequadamente.
No caminho do VLT tinha um rio:No caso do VLT chega a ser cômico. A imprensa noticiou que nem mesmo uma nova ponte sobre o rio Cuiabá para sua passagem foi previsto. Também recentemente divulgou-se que Cuiabá não dispõe de energia suficiente para alimentar o tal VLT. Pode? Parece tudo uma brincadeira. Brincadeira é bom que se diga usando dinheiro público. Meu, seu, nosso dinheiro.
Adotou-se no caso do VLT o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para licitações destinadas a obras e serviços relacionados à Copa das Confederações (2013), à Copa do Mundo (2014) e aos Jogos Olímpicos (2016).
Acontece que já há um consenso entre grande parte dos técnicos e especialistas nesse tipo de empreendimento de que o mesmo não ficará pronto até o inicio da Copa. E agora? A finalidade da Lei fica prejudicada, dando margem a favorecimentos pessoais ou não?
O Pior de tudo. O gestor dessas obras tem se mostrado intransigente em prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras e dos projetos tanto à autoridades como à população em geral.
Pequenas obras de asfaltamento de ruas, duplicações, adequações viárias que deveriam estar prontas para aliviar o transito da capital quando as grandes intervenções urbanas viessem a acontecer, até hoje não estão prontas e outras sequer saíram do papel.
Processos de desapropriações de áreas destinadas à passagem do tal VLT estão empacadas.
Estes são apenas alguns aspectos da brincadeira chamada Copa do Pantanal.
Resumindo : não quero ser chamado de Mãe Diná ou Nostradamus. São apenas fatos. Posso ser pessimista ou não?
Eu não gosto de ser enganado. Você vai ver gosta né?
Com isto com certeza vou ganhar um grupo de “Admiradores” a me atacarem. Querem apostar?
Dá licença.
Luiz Ernesto Barreto é cuiabano
São licitações no mínimo tecnicamente mal elaboradas, atrasos gigantescos nas apresentações dos projetos técnicos de engenharia das diversas intervenções urbanísticas e de transportes a serem feitas.
São ações impensadas que tem levado a gastos irresponsáveis do dinheiro público como o caso da aquisição de veículos Land Rover destinados a fiscalização das nossas fronteiras, que foram vetados pelo Tribunal de Contas e pela Justiça e cujo depósito de garantia feito pelo Estado não foi devolvido pela empresa ganhadora da concorrência.
O caso mais aberrante envolve o tal modal de transporte coletivo a ser implantado. Depois de aprovado todo o projeto técnico e de financiamento para adoção do chamado BRT (Buss Rapid Transit) o mesmo foi sem maiores justificativas técnicas e/ou financeiras trocado pelo chamado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) bem mais oneroso e que até hoje não teve seus projetos de viabilidade técnica e financeira demonstrados adequadamente.
No caminho do VLT tinha um rio:No caso do VLT chega a ser cômico. A imprensa noticiou que nem mesmo uma nova ponte sobre o rio Cuiabá para sua passagem foi previsto. Também recentemente divulgou-se que Cuiabá não dispõe de energia suficiente para alimentar o tal VLT. Pode? Parece tudo uma brincadeira. Brincadeira é bom que se diga usando dinheiro público. Meu, seu, nosso dinheiro.
Adotou-se no caso do VLT o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para licitações destinadas a obras e serviços relacionados à Copa das Confederações (2013), à Copa do Mundo (2014) e aos Jogos Olímpicos (2016).
Acontece que já há um consenso entre grande parte dos técnicos e especialistas nesse tipo de empreendimento de que o mesmo não ficará pronto até o inicio da Copa. E agora? A finalidade da Lei fica prejudicada, dando margem a favorecimentos pessoais ou não?
O Pior de tudo. O gestor dessas obras tem se mostrado intransigente em prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras e dos projetos tanto à autoridades como à população em geral.
Pequenas obras de asfaltamento de ruas, duplicações, adequações viárias que deveriam estar prontas para aliviar o transito da capital quando as grandes intervenções urbanas viessem a acontecer, até hoje não estão prontas e outras sequer saíram do papel.
Processos de desapropriações de áreas destinadas à passagem do tal VLT estão empacadas.
Estes são apenas alguns aspectos da brincadeira chamada Copa do Pantanal.
Resumindo : não quero ser chamado de Mãe Diná ou Nostradamus. São apenas fatos. Posso ser pessimista ou não?
Eu não gosto de ser enganado. Você vai ver gosta né?
Com isto com certeza vou ganhar um grupo de “Admiradores” a me atacarem. Querem apostar?
Dá licença.
Luiz Ernesto Barreto é cuiabano
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