sábado, 14 de maio de 2011

Copa do Pantanal: PESSIMISTA? NÃO. Apenas realista!

Luiz Ernesto Barreto
Quando do anuncio de Cuiabá como uma das sedes da Copa 2014 e logo após a criação da tal AGECOPA e dos seus integrantes, escrevi e guardei um texto onde procurei demonstrar todo o meu pessimismo em relação à concretização desse fato.
A alguns amigos que mostrei o texto, de imediato taxaram-me de pessimista e de não querer o evento para Cuiabá.Infelizmente passados quase dois anos do tal anúncio me vejo na incomoda condição de continuar mantendo o pessimismo.

A tal AGECOPA pela sua composição não poderia dar em outra coisa se não o mar de vaidades e de politicagem. É integrada por ex-politicos sem mandato que procuram a todo instante e a cada oportunidade, cada qual demonstrar ser o pai desta ou daquela ideia ou ação.
São discursos vagos e maquetes de obras para todo lado e gosto.Brigas entre diretores e entre diretores e prefeitos das cidades envolvidas na execução das tais obras de mobilidade.É a assembleia legislativa através de seu eterno presidente (dono) se intrometendo onde não foi chamada para palpitar sobre este ou aquele projeto.
A simples obra de duplicação de uma rodovia de poucos quilômetros já é motivo de ação de diversos órgãos de fiscalização por sua péssima qualidade de execução.Algumas obras chamadas de “desbloqueio que envolve alargamento e/ou asfaltamento de ruas para serem alternativas no transito quando da execução das grandes obras de mobilidade já foram paralisadas há mais de um ano por conta de ações do TCE-MT.
O que se esperar então quando da licitação, execução das grandes obras? Paralizações por conta de TCU, TCE, MP, AGU, etc. etc..
Por que não fiscalizaram durante a sua execução? Porque receberam a obra? Onde estavam os engenheiros da Secretaria de Infraestrutura do Governo? Dizem que o serviço de fiscalização de obras do governo foi terceirizado? Pode?
Agora pensem: Se essa pequena obra já deu tanto pano para manga, imaginem as obras maiores de mobilidade: viadutos, túneis, pontes e etc.;
A capacidade de endividamento do estado esta saturada, o município de Cuiabá e Várzea Grande verdadeiramente quebrados e o Governo Federal o que fez até agora foi apenas abrir linhas de crédito junto a bancos oficiais para que os estados e os municípios emprestem os recursos. Mais dividas? Como?
De onde virão os tais recursos astronômicos?
Cuiabá e Várzea Grande poderão em breve ser reconhecidas como as cidades com mais esqueletos de obras inacabadas do País. Será uma festa. Parecerá campo de guerra.
Ah sem contar que até lá a população terá uma vida de inferno no já caótico transito das duas cidades.
Não conseguem resolver o caos na saúde de Cuiabá e Várzea Grande. A insegurança pública é caso de policia????
Vão dar conta dessa monstruosa missão?
Só um milagre pode nos salvar desse vexame.
Estou sendo pessimista ou apenas realista?

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